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Posicionar para melhor cuidar

Com o avançar da idade, várias são as alterações biológicas, psicológicas e sociais que acontecem. O estado de saúde que cada pessoa apresenta, condiciona inevitavelmente a forma como cada sinal de velhice se manifesta.
 
Segundo estudos da Organização Mundial de Saúde, a inatividade física é responsável por um elevado número de doenças, que poderiam ser controladas se as pessoas optassem por estilos de vida com maior mobilidade, implicando parâmetros físicos, cognitivos, psicológicos, sociais, políticos, temporais e ambientais.
 
A mobilidade funcional na pessoa idosa, está muitas vezes condicionada, quer por estados avançados de patologias, lesões ou pós cirurgia. A imobilidade vai mais além do estado “acamado”, pois uma pessoa dependente do meio de apoio cadeira de rodas, por exemplo, também está limitada quanto ao seu movimento.
 
Deste modo, o posicionamento da pessoa com mobilidade reduzida é fundamental, não só para a sua recuperação, mas também para o seu conforto e qualidade de vida. «Posicionar é colocar alguém ou alguma coisa em determinada posição», CIPE (ICN, 2011).
 
Vários são os posicionamentos que se podem realizar, desde decúbito dorsal, semidorsal, ventral, semiventral, lateral (direito e esquerdo) e posição de fowler. O tipo de posicionamento a realizar irá depender sempre da condição de saúde da pessoa e do tipo de dependência da mesma. Existem alguns cuidados fundamentais a ter na realização destas operações:
 
– Material necessário para posicionar;
– Avaliação regular da pele da pessoa;
– Especial atenção com as proeminências ósseas;
– Evitar a fricção e torção, podendo recorrer a meios de apoio;
– Usar movimentos suaves e firmes;
– Posicionar de duas em duas horas (Timmerman, 2007), podendo esta regularidade ser alterada pela condição clínica global, pelos objetivos do tratamento e ainda pelas condições globais da pele (APTF, 2009);
– Deixar a pessoa confortável, o peso corporal distribuído equitativamente, mantendo o alinhamento corporal;
– Registar a posição colocada, a hora, quem realizou o posicionamento e a avaliação dos resultados no regime de reposicionamentos, caso seja aplicável.
 
A imobilidade é indutora de inúmeras alterações orgânicas que potenciam a dependência, com consequências negativas quer para a própria pessoa, quer para o/a cuidador/a. Assim, é primordial manter estilos de vida saudáveis, com atividade regular, adaptada à condição de cada Maior.
 

Luís Campos

Enfermeiro na Nephrocare Portugal

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