Plano de Formação 2027: como preparar agora a utilização do FCT

Plano de Formação 2027: como preparar agora a utilização do FCT

O final do ano é habitualmente o momento em que muitas empresas começam a pensar no plano de formação do ano seguinte.

Em 2026 existe uma razão adicional para antecipar esse trabalho:

a possibilidade de utilizar o Fundo de Compensação do Trabalho para financiar formação certificada dos trabalhadores.

Para organizações com saldo FCT disponível, o planeamento da formação de 2027 pode, por isso, começar já.

O FCT pode ser utilizado para formação futura?

As orientações oficiais admitem pedidos de mobilização do FCT relativos a formação que ainda não ocorreu, desde que existam elementos concretos capazes de demonstrar que o valor será efetivamente utilizado em formação certificada.

É referido, em particular, que um plano de formação devidamente estruturado, divulgado e em vigor pode constituir um elemento relevante para demonstrar essa intenção.

Além disso, as orientações oficiais indicam que a legislação não estabelece um prazo específico para utilização das verbas mobilizadas para formação.

Isto significa que o planeamento antecipado assume um papel importante.

A empresa deverá, contudo, conservar informação e documentação que permita demonstrar a utilização das verbas para a finalidade declarada.

Porque começar agora o Plano de Formação 2027?

Um bom plano de formação não deve ser criado apenas para cumprir uma formalidade.

Deve responder a prioridades concretas da organização.

Prepará-lo antecipadamente permite identificar:

  • competências prioritárias;
  • trabalhadores e equipas a desenvolver;
  • alterações previstas na organização;
  • novas responsabilidades;
  • necessidades de liderança;
  • necessidades técnicas;
  • objetivos comerciais;
  • necessidades regulamentares;
  • calendário disponível;
  • orçamento.

Quando existe saldo no FCT, esta análise ganha ainda outra dimensão:

quanto do investimento previsto poderá ser suportado através do Fundo?

Começar pelo diagnóstico

Antes de definir cursos, é útil olhar para a organização.

Algumas perguntas podem ajudar:

  • Que competências irão ser críticas em 2027?
  • Onde existem maiores lacunas?
  • Que equipas necessitam de desenvolvimento?
  • Que mudanças estão previstas?
  • Existem novas funções, tecnologias ou processos?
  • Que competências de liderança devem ser reforçadas?
  • Que problemas atuais podem ser trabalhados através da formação?

A partir desta análise, o plano deixa de ser uma lista de cursos e passa a ser uma ferramenta de desenvolvimento organizacional.

Estruturar as prioridades

Nem todas as necessidades têm a mesma importância.

Uma organização poderá, por exemplo, organizar a formação em diferentes eixos:

Desenvolvimento de liderança

Preparação de chefias, coordenações e responsáveis de equipa.

Competências comportamentais

Comunicação, trabalho em equipa, gestão de conflitos ou outras áreas relevantes.

Desenvolvimento comercial

Atendimento, vendas, negociação, comunicação comercial e relação com clientes.

Competências técnicas

Formação diretamente relacionada com funções, processos e atividade da organização.

Segurança e prevenção

Competências relacionadas com segurança, higiene e prevenção no contexto profissional.

Desenvolvimento digital

Ferramentas, processos e competências necessárias à transformação digital das equipas.

Relacionar o plano com o saldo FCT

Depois de conhecer as necessidades, é possível cruzá-las com:

  • saldo disponível;
  • trabalhadores beneficiários;
  • orçamento das ações;
  • número de mobilizações ainda disponível;
  • calendário previsto.

Isto permite estruturar uma utilização do FCT mais racional.

Em vez de procurar rapidamente onde “gastar o saldo”, a organização utiliza um recurso disponível para concretizar prioridades que já fazem sentido para o negócio e para as pessoas.

Atenção ao prazo de mobilização

À data de atualização deste artigo, o prazo legal em vigor para requerer a mobilização continua a ser 31 de dezembro de 2026.

O Governo anunciou que existirá um prolongamento, mas a nova data ainda deverá ser formalmente definida.

Por isso, empresas que já sabem que pretendem utilizar o Fundo para formação podem começar desde já a preparar o processo.

O plano de formação ajuda a sustentar o pedido

Quando está em causa formação ainda planeada, ter um documento estruturado torna-se particularmente importante.

O plano poderá incluir, entre outros elementos:

  • objetivos;
  • áreas de formação;
  • ações previstas;
  • trabalhadores ou públicos-alvo;
  • duração;
  • calendário;
  • modalidade;
  • entidade formadora;
  • investimento estimado.

É também uma forma de garantir que a decisão não é tomada apenas com base no valor disponível no Fundo.

Da mobilização do FCT à execução da formação

É aqui que a Sensuum pode assumir um papel mais amplo.

O acompanhamento pode começar antes da candidatura:

1. Diagnóstico das necessidades

2. Estruturação do Plano de Formação 2027

3. Análise do enquadramento FCT

4. Preparação do processo de mobilização

5. Organização da formação

6. Execução e certificação

A empresa passa, assim, a trabalhar com uma lógica integrada.

Não se trata apenas de recuperar um valor.

Trata-se de utilizar esse recurso para desenvolver competências que a organização irá precisar no futuro.

Já está a preparar o Plano de Formação 2027?

Se a sua organização tem saldo no Fundo de Compensação do Trabalho, este é o momento certo para analisar as duas questões em conjunto.

Peça um diagnóstico gratuito à Sensuum.

Ajudamos a perceber o enquadramento, estruturar as necessidades e transformar o saldo FCT num plano de formação com impacto.

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