Encontramo-nos hoje a ultrapassar uma pandemia global, que parecia até então inimaginável. O mundo encontra-se agora em pé de igualdade na incerteza de um futuro. 

 

O combate ao mais recente vírus, COVID-19, que decretou em todo o mundo normas de intervenção drásticas de confinamento e isolamento social, acarretará consigo muitos outros problemas de saúde, nomeadamente no foro das perturbações psicológicas.

A ameaça apresentada pelo vírus, acabou por alterar totalmente a dinâmica diária na vida das pessoas. Nesta que é considerada uma guerra, contra a propagação do COVID-19, um fator que não pode ser esquecido e desconsiderado, é o aumento do stress, ansiedade e medo. Razão que tem levado cada vez mais pessoas à procura de ajuda de profissionais de psiquiatria e psicólogos, seja através de contactos telefónicos a centros de saúde, hospitais, e outros, seja através de consultas à distância por videochamada.

Trata-se de um período que naturalmente gera muita ansiedade, principalmente porque a todo o momento somos bombardeados de novas informações, novos casos de contaminação, vítimas mortais, sintomas….que tendencialmente nos levam a auto identificarmo-nos como vítimas deste terrível vírus.  Para além de mais, é um período marcado pela frustração da incerteza e interrupção de planos que alteram completamente a nossa rotina

A privação de contactos sociais, a privação de uma rotina diária dita normal, em conjunto com o stress, a ansiedade, a incerteza de um futuro e o medo do que poderá estar por chegar, começam a provocar nos cidadãos sinais de pânico e ansiedade, que se manifestam como naturais na situação na qual nos encontramos. Assim nos confirma a OMS que reconhece que é natural que os cidadãos se possam sentir “tristes, ansiosos, confusos, assustados ou zangados”.

É importante não esquecer que afinal o convívio social é uma necessidade humana!

O aumento e a intensificação dos sintomas de ansiedades, medo e stress durante a quarentena provocada pela pandemia do COVID-19, é já um quadro previsto entre os médicos especialistas na área, em Portugal.

A preocupação encontra-se atualmente em como dar resposta a todo um grupo de doentes e “novos doentes” que desenvolvem um conjunto de sintomatologias psicológicas e psiquiátricas, reativas à crise de saúde pública em que nos encontramos.

A resposta está na prevenção. Dotar a população de estratégias e ferramentas que nos ajudem a manter todas as emoções sob um certo controlo. Caso contrário, será provável que seja necessário a intervenção, a curto ou longo prazo, de profissionais especializados como psicólogos ou psiquiátricas.

A pensar nisso a OMS divulgou um guia com cuidados para a saúde mental durante a pandemia. Estes cuidados estão dirigidos a diferentes grupos: População em geral; Agentes de saúde; Líderes de equipas e supervisores em postos de saúde; Cuidadores de crianças; Idosos, cuidadores e pessoas com problemas de saúde; Pessoas em isolamento. (Verifique aqui: https://news.un.org/pt/story/2020/03/1707792)

Igualmente vão surgindo na internet várias dicas de profissionais da área da Psicologia e Psiquiatria, que poderão ajudar a tranquilizar os cidadãos nesta fase.

 

E como esta Pandemia nos traz Sintomas como a Ansiedade e o Medo?

Sabia que apesar dos sintomas como a ansiedade e o medo serem uma resposta natural do nosso corpo, um aspeto fisiológico até crucial para a nossa sobrevivência, em diferentes circunstâncias e quando os sintomas se demonstram excessivos, eles podem ter um impacto altamente negativo na nossa saúde mental?

São sintomas que se podem manifestar silenciosamente, mas que podem desencadear doenças mais complexas, como a depressão ou síndrome de pânico.

– Se uma das suas preocupações é o impacto da pandemia na sua saúde mental

– Se está com dificuldade em lidar com a ansiedade neste período!

Confira o que pode fazer através das dicas que disponibilizamos, a pensar em si!

 

Ansiedade Durante a Pandemia? Damos Tudo o que Precisa para a Enfrentar!

Prevê-se que surjam diversas dificuldades durante esta fase, desde a restruturação da rotina de trabalho, à aceitação do afastamento das atividades sociais, procurando manter sempre o bem-estar pessoal e familiar, permitindo desta forma cuidarmos de nós próprios e da nossa saúde sem sairmos de casa.

De uma forma divertida, citando a Psicóloga Vera Melo, apresentamos uma espécie de receita com ingredientes fundamentais para continuarmos a manter o bem-estar da nossa saúde mental.  Dicas importantíssimas que poderá ter em conta nos dias que se seguem. Vejamos:

 

 

– 500g de Otimismo – Encarar a realidade de forma positiva, é primordial!  Afloram automaticamente no nosso meio pensamentos negativos. É essencial racionalizar e encarar a realidade factual, não permitindo que estes pensamentos se instalem e gerem uma maior ansiedade. Pense, tudo vai ficar bem!

– 400g de capacidade de escolha – É importantíssimo saber escolher o que queremos ver e ouvir. Saber distinguir entre informação e desinformação.  Entenda que a desinformação é o maior vírus desta pandemia, ela tolda-nos os pensamentos racionais e provoca uma maior ansiedade!

– 350g de inteligência – A inteligência é fundamental para saber absorver e entender as informações que nos são apresentadas. Não existem teorias conspirativas! As fontes oficiais relatam fatores verídicos e atuais. Seja inteligente, saiba onde se informar!

– 300 g de bom senso – É necessário entender que nem sempre conseguimos controlar tudo que está à nossa volta. Encare a ansiedade como um fator positivo! Lembre-se que o estado de alerta que a ansiedade gera, funciona como um fator protetor e preventor em situações de risco.

– 250 g de rotinas – As rotinas ajudam a estruturamo-nos! Elas devem ser flexíveis e enquadradas na realidade atual, no entanto devem compreender tarefas das rotinas passadas. São cruciais para planificarmos o futuro a curto e longo prazo. A realização de uma rotina transmite sensação de bem-estar!

– 250 g de realidade – Como já acima mencionámos, encarar a realidade é essencial. Assumir que estamos a passar um processo da qual não controlamos, da qual temos medo, e que nos gera angústia e ansiedade generalizada, é o primeiro passo para melhor controlarmos os nossos sentimentos.

– 400 g de resignação – Não podemos controlar o futuro, então será vital que vivamos o presente! Os objetivos a longo prazo estão neste momento nas incertezas do futuro. Defina objetivos diários! Tarefas simples que nos dão a sensação de controlo na nossa vida, faça algo diferente, uma receita, um curso…essencialmente, invista em si!!!

 

Espreite o nosso site, verifique os cursos que desenvolvemos a pensar em si e nesta fase. (https://sensuum.moqi.pt/start)

Encontre o equilíbrio! Retire o que mais há de positivo desta situação!!

 

Só depois de cuidarmos de nós próprios, é que poderemos cuidar dos outros!!

 

Aproveite e veja as dicas que a Ordem dos Psicólogos em Portugal deixou para si neste pequeno vídeo: https://www.youtube.com/watch?time_continue=60&v=0zODLUYUXbg&feature=emb_title

 

Dr.ª Fátima Faria

Gerontologa Sensuum