Em Portugal existem muitas pessoas que vivem isoladas, sendo importante existir uma maior sensibilização em relação a esta temática.

As causas do isolamento social são essencialmente o isolamento geográfico, em que os filhos vão à procura de melhores condições de vida nas grandes cidades; a indisponibilidade das famílias; a inatividade da população idosa e a ausência de mais medidas de apoio para a integração social.

O isolamento social pode conduzir à solidão, a um sentimento de inutilidade social e a uma baixa auto-estima. As pessoas que sofrem deste problema evitam, assim o contato social. Por sua vez, quando apresentam solidão, o sentimento que se encontra presente é de perda de companhia, não sendo desejado pela pessoa.

A integração social é o grande desafio dos profissionais que contatam com esta realidade. Assim sendo, o papel das instituições, da família e da comunidade é fulcral para a inclusão dos indivíduos.

Devido ao número crescente de pessoas idosas, foram criadas condições para as acolher com qualidade, como equipamentos de saúde (por exemplo, unidade de cuidados continuados) e equipamentos sociais (estruturas residenciais para idosos, centros de dia, centros de convívio, entre outros).

O modelo presente na nossa sociedade é o modelo tradicional, que se centra nos problemas. Porém, é necessário passar-se para um modelo mais colaborativo, centrado nas soluções. Desta forma é relevante irmos ao encontro dos indivíduos, fazendo-lhes reconhecer o conjunto de competências e forças que podem ser potenciadas para que consigam resolver os seus problemas.

“Saí da barriga da minha mãe, a minha saga começou (…) nasci, comi, cresci e o tempo foi passando (…) casei, tive três filhos, que me deram netos e bisnetos (…) E agora o que vem depois? Mais saudades, mais rugas, muita mais vontade de voltar atrás (…) Agora tenho vontade de descobrir esta nova idade, e diziam que não tem novidade! (…) Faço do tempo um confidente, um companheiro (…) ainda tenho tempo para caminhar, sonhar, amar e voar”.

Pretende-se, deste modo através do modelo colaborativo que a pessoa idosa esteja inserida na família, na comunidade e que disponha de apoio institucional quando necessário. Assim, poderá viver a sua vida com o máximo de qualidade de vida possível.

 

Diana Coelho

Gerontóloga no AS-Acolhimento Sénior Penafiel