O verão já começou e o calor começa a fazer sentir-se. Com o aumento da temperatura corporal e da transpiração, o corpo perde mais líquidos e minerais, o que pode levar à desidratação. Este problema é uma frequente causa de hospitalização, principalmente em idade sénior, podendo levar a graves problemas de saúde.


Algumas das consequências da desidratação são: aumento do risco de quedas, infeções do trato urinário, obstipação, doença dentária, patologias pulmonares, comprometimento do funcionamento cerebral, insuficiência renal, entre outras.


Entre as pessoas mais vulneráveis estão os trabalhadores expostos ao calor, as pessoas idosas, os doentes crónicos e as pessoas que tomam certos medicamentos, como anti hipertensores, antiarrítmicos, diuréticos e neurolépticos.


Para prevenir a desidratação devemos certificar-nos de que ingerimos a quantidade de água suficiente diariamente. A água é essencial para o bom funcionamento de todos os sistemas e órgãos do nosso corpo.


Podemos beber água simples, infusões ou sumos de fruta naturais. No entanto, devemos ter sempre em atenção que as bebidas não devem conter açúcar ou álcool, pois isso irá comprometer a capacidade de hidratação.


Esperar até ter sede para beber água não é solução, pois esse sinal pode ser muito tardio, essencialmente nas pessoas idosas. Por isso, o melhor é lembrar-se de beber mesmo sem sede.


Para percebermos se estamos a ingerir a quantidade certa de água, podemos observar a urina. Uma cor escura e cheiro intenso pode indicar falta de água. Assim, sabemos que ingerimos água suficiente quando a nossa urina é abundante, clara e sem cheiro.


Uma pessoa saudável necessita de cerca de 30 ml de água por quilograma de peso corporal. Por exemplo, se pesar 50 kg precisará de 1,5l de água por dia. No entanto, uma pessoa que sofra de uma doença crónica, como por exemplo doença renal ou cardíaca, ou se fizer uma dieta pobre em sal ou restrita em líquidos, poderá necessitar de quantidades diferentes de água. Nesse caso, deverá aconselhar-se com o seu médico.


É também muito importante cuidarmos da alimentação. Durante o verão devemos evitar refeições pesadas e muito condimentadas. O ideal é fazer refeições leves, frescas e evitar excessos de sal, dando preferência às frutas, saladas, carnes magras e peixes.


Não nos podemos ainda esquecer que os alimentos mais perecíveis, como laticínios, peixe e ovos, necessitam de refrigeração adequada, uma vez que o calor aumenta a proliferação das bactérias responsáveis por intoxicações alimentares.


Sejamos prudentes e usufruamos do sol de forma consciente e responsável!


Vera Bessa

Nutricionista Sensuum